Entrevista com Juliano Fernandes Frigini

EXPO ENERGÍA 2021

Convidamos você a ler a entrevista com Juliano Fernandes Frigini, Engenheiro Mecânico graduado na Universidade Federal do Espírito Santo, especialista em engenharia de soldagem pela Universidade de São Paulo e certificado como Engenheiro Internacional de Soldagem pelo IIW – International Institute of Welding.

Atua há 13 anos na área de engenharia, inspeção e implantação de obras na área de integridade estrutural de máquinas e equipamentos portuários e de mineração.
Atualmente como engenheiro mecânico na área de inovação e investimento da VLI Vale Logística Integrada.

JULIANO FERNANDES FRIGINI Engenheiro Mecânico graduado na Universidade Federal do Espírito Santo, especialista em engenharia de soldagem pela Universidade de São Paulo e certificado como Engenheiro Internacional de Soldagem pelo IIW – International Institute of Welding.

Quais os principais problemas decorrentes da corrosão que você tem enfrentado?
Substituição precoce e/ou reparo de estruturas metálicas, diminuição do intervalo de repintura de estruturas em instalações portuárias, principalmente na linha de fertilizantes no Terminal de Produtos Diversos – TPD em Vitória/ES, aumentando com isso o CAPEX e o OPEX da empresa.

O que o levou a optar pela Galvanização a Fogo como um dos métodos de proteção de estruturas metálicas contra a corrosão?
Aumento de vida útil das estruturas metálicas, principalmente com a utilização de proteção duplex (galvanização por imersão a quente + pintura).

Antes de experimentar e utilizar a galvanização a fogo como revestimento do aço para protege-lo da corrosão, quais métodos eram utilizados com o mesmo objetivo?
Tratamento anticorrosivo por pintura industrial.

Como foi todo o processo de pesquisa até considerar a adoção da Galvanização a Fogo e quais foram as dificuldades para encontrar uma empresa parceira?
Em meio acadêmico, fiz pesquisas durante meu mestrado (curso incompleto) e matérias direcionadas à corrosão em minha especialização (curso completo). No meio industrial, durante a minhas atividades de inspeção e análises estruturais, verifiquei pontos de corrosão avançados em alguns pontos específicos das estruturas metálicas, tais como: talas de junção, pés de colunas, regiões com soldas pontuais de reparos sem tratamento posterior de pintura e regiões onde sofriam algum tipo de impacto. Com isso, aprofundei a pesquisa a fim de buscar alternativas de tratamentos superficiais para esses pontos, chegando assim à galvanização por imersão a quente seguido de pintura (proteção duplex). Não tivemos dificuldade pois a bbosch (referência técnica para mim) foi fundamental no provimento de informações técnicas e no auxílio quanto a aplicação na área industrial, através de um consultor com larga experiência no mercado de galvanização.

Quais foram os benefícios percebidos com a utilização da Galvanização a Fogo?
Instalamos em dezembro de 2015, na área industrial, uma estrutura metálica galvanizada e pintada na área de transporte de fertilizantes e sujeita a exposição de névoa salina. Após inspeção e acompanhamento a cada 6 meses, não foi observado nenhum ponto de corrosão na estrutura. Com isso, o intervalo de repintura, previsto para 2 anos anteriormente, foi revisado para 6 anos, aumentando a vida útil em pelo menos 3 vezes. Além do aumento do intervalo de repintura, verificamos que regiões que tinham sofrido algum impacto ou risco na superfície, permaneciam sem corrosão, mesmo depois de passados alguns anos com o dano na estrutura.

Dentre as vantagens obtidas com o uso da Galvanização a Fogo, quais ganhos foram preponderantes?
Ganhos tangíveis: estabilização com tendência de diminuição de gastos com OPEX e CAPEX, com troca e /ou reparos de estruturas metálicas na linha de descarga de fertilizantes; Ganhos intangíveis: Diminuição na exposição de pessoas em trocas de estruturas metálicas, diminuindo o risco de acidentes, diminuição de geração de resíduos pois diminuiu a quantidade de estruturas trocadas ou reparadas nos últimos anos; implementação de cultura de manutenção preventiva por pintura (das estruturas metálicas).

Você recomendaria a Galvanização a Fogo para outras aplicações além daquelas que experimentou?
Sim, inclusive já foi indicado para ferragens de armaduras de estruturas civis no ambiente de armazenamento de fertilizantes.

Foi possível mensurar a redução de custos devido a diminuição significativa dos custos de manutenção ao optar pela Galvanização a Fogo?
Ainda não temos precisão desta informação de redução. Essa mensuração mais precisa deve ocorrer quando tivermos acima de 60% das estruturas galvanizadas por imersão na linha de descarga de fertilizantes, dentro do terminal da VLi. Isso deve ocorrer daqui 3 ou 4 anos.

Em caso afirmativo, poderia informar em % esta diminuição em relação a outros sistemas de proteção contra a corrosão?
Conforme estimativa e acompanhamento da amostragem de um deck treliçado, estamos prevendo reduzir o investimento em pintura e substituição de estruturas aproximadamente 30% a partir de 2025.

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